No teu silêncio há um grito de protesto.
E ninguém sabe.
Há uma espingarda no teu gesto.
E ninguém sabe.
As armas estão por dentro do teu braço.
E ninguém sabe.
Ninguém sabe que tens punhais de vento
nos teus dedos.
Nem mesmo os que te seguem passo a passo
nem mesmo os que procuram teus segredos.
Ninguém sabe que já não tens fantasmas
no pensamento.
Mas armas.
sexta-feira, 28 de junho de 2024
As armas (Manuel Alegre)
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